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Skype: hospitaldeolhos
Fone: (38) 3222-0052
Av. Dep. Esteves Rodrigues, 840 - 2º andar
Centro - Montes Claros/MG
Cirurgias

Além de realizar exames, diagnósticos e cirurgias de alta complexidade, o Hospital de Olhos possui estrutura, tecnologia e equipe especializada para executar, com eficiência e total segurança, diversos procedimentos ambulatoriais não cirúrgicos, como Fotocoagulação a Laser e Terapia Fotodinâmica.

Veja os procedimentos que são realizados no Hospital de Olhos:

  1. Capsulotomia a Yag Laser
  2. Fotocoagulação a Laser
  3. Foto Trabeculoplastia
  4. Epilação a Laser
  5. Injeção Intra-Vítrea
  6. Iridectomia a Laser
  7. Cirurgia de Catarata com facoemulsificação com implante de lente intraocular.
  8. Cirugia de Catarata com Lente Bifocal
  9. Cirurgia de Ceratocone (Anel de Ferrara)  
  10. Implante Secundário de lente intraocular.
  11. Cirurgia Anti-Glaucomatosa
  12. Implante de Anel Intra-Estromal
  13. Cirurgia Refrativa Excimer laser (Miopia , Astigmatismo, Hipermetropia)
  14. Exérese Pterígio
  15. Trasplante Conjutival
  16. Blefaroplastia Superior e Inferior
  17. Simblefaro
  18. Reconstrução de canalículos 
  19. Sondagem de vias lacrimais 
  20. Tarsorafia 
  21. Eviceração 
  22. Enucleação
  23. Cirurgia de Estrabismo 
  24. Cirurgia de tumor de Pálpebra
  25. Vitrectomia Via Pars planas
Blefaroplastia

Técnica cirúrgica para correção de problemas na região das pálpebras. A blefaroplastia tem como objetivo corrigir o excesso de pele, músculo e gorduras nas pálpebras, ocasionadas pela herniação ou protrusão de parte da gordura, que normalmente fica em torno do globo ocular, para fora do seu local. Esse tratamento cirúrgico, na maioria dos casos, é executado por meio de cortes no sulco da pálpebra e na linha abaixo dos cílios na pálpebra inferior. Em geral, a pele e músculo excedentes são retirados e a gordura herniada é tratada. No final, a pele é suturada e se acomoda à nova estrutura. Nessa cirurgia, a anestesia, frequentemente, é local com breve sedação, embora possa ser anestesia geral em determinados casos.

A ação da força da gravidade, o fumo e a radiação solar são fatores que causam envelhecimento e, consequentemente, deformidade palpebral. Em casos graves há prejuízos principalmente com a diminuição do campo de visão. Em geral, muitas deformidades ocorrem pelo envelhecimento facial, perda da elasticidade da pele (ritidose ou rugas), queda dos tecidos (pele, músculos, gordura etc.), fatores genéticos, familiares e raciais têm papel preponderante no estabelecimento de alterações na forma das pálpebras.

Os quadros mais frequentes para ser indicada a blefaroplastia são o ectrópio - aversão da margem palpebral, que pode ser congênito ou adquirido. Esse pode ocorrer devido à alterações da faixa etária, mecânicas, cicatriciais ou paralíticas. Já os congênitos são mais raros e podem regredir espontaneamente, mas a cirurgia depende da causa do ectrópio. Um outro quadro é o entrópio - inversão da margem palpebral, podendo ser congênito ou adquirido. Normalmente, os cílios tocam a córnea e provocam irritação ocular. Outras problemas são: ptose, tumores palpebrais e traumas diversos.

 
 Cirurgia refrativa

A cirurgia com laser, conhecida formalmente como cirurgia refrativa, é um dos procedimentos usados pelo oftalmologista para alterar o estado refracional do olho. Erros refracionais como miopia, astigmatismo ou hipermetropia podem ser indicados para essa cirurgia, mas critérios específicos devem ser adotados em cada caso assim como a escolha da melhor técnica cirúrgica, a avaliação cuidadosa do candidato e, sobretudo, avaliação rigorosa dos casos mais seguros para realizar a cirurgia. Entre os aspectos mais apropriados para uma intervenção bem-sucedida estão a seleção do candidato, capacidade de compreender os prós e contras da intervenção cirúrgica e seguir rigorosamente as orientações médicas.

Dentre as técnicas mais conhecidas para esse tipo de cirurgia, eis abaixo a descrição detalhada de cada uma:

O tipo de laser mais utilizado é fruto da combinação e excitação de um complexo molecular de argônio e fluoreto. Com isso, é produzida luz ultravioleta e emissão de pulsos de alta energia que atuam junto ao tecido corneano, removendo quantidades microscópicas. Dessa forma, pode-se mudar o formato original da córnea e, consequentemente, o grau do erro refracional.

Tal processo é chamado de ceratectomia fotorrefrativa, chamado de PRK (photorefractive keratectomy). O oftalmologista deve estudar cada caso para assim analisar dados oftalmológicos e determinar a devida correção a ser obtida para cada olho. O paciente é posicionado abaixo do laser e, com o PRK, sob anestesia tópica (na forma de colírio), é retirada a camada de células da parte externa da córnea (epitélio) e a área onde o laser será aplicado fica exposta.

Enquanto ocorrem os pulsos de laser, o oftalmologista orienta o paciente para que esse se mantenha corretamente alinhado para se executar um procedimento com a máxima precisão. O tempo de exposição ao laser é de aproximadamente 30 segundos e a duração total da operação, incluindo o preparo pré-operatório e o pós-operatório, dura cerca de 20 minutos.

Completado o procedimento, para promover a cicatrização e aliviar a dor, coloca-se uma lente de contato sobre a córnea e são prescritos colírios. Até que a córnea reepitelize completamente, o que pode levar 4 ou 5 dias, os retornos ambulatoriais serão mais frequentes e em curto espaço de tempo (a cada 1 a 2 dias). Alguns colírios podem ser mantidos por meses.

Outra técnica cirúrgica é o LASIK (laser-assisted in situ keratomileusis), que é um procedimento cirúrgico refrativo lamelar, realizado com anestesia tópica. Utilizando um equipamento oftalmológico denominado microcerátomo, o oftalmologista faz um “retalho” na parte frontal da córnea. Depois disso, o laser é aplicado e o “retalho” é recolocado no mesmo local, na maioria dos casos, sem a necessidade de sutura (pontos).

Em geral, coloca-se um protetor ocular e o paciente é reavaliado no dia seguinte, dando início a um sistemático seguimento pós-operatório. Colírios são indicados por alguns dias e deve-se evitar atividades que possam expor ou traumatizar o olho.

O LASIK oferece recuperação mais curta, menos visitas pós-operatórias, menos uso de medicações e, para pacientes com graus mais altos, maior acuracidade na correção quando comparado com outras técnicas cirúrgicas para correção de erros refracionais.

Podem ser operados os dois olhos no mesmo ato cirúrgico mas, na maioria das vezes, os médicos preferem aguardar o resultado de um olho para operar o segundo. Às vezes, a reoperação pode ser necessária para alcançar os melhores resultados. A orientação preconizada é que essas cirurgias devem ser feitas em pessoas com faixa etária acima dos 20 anos e num momento em que o grau deve estar estabilizado. Ainda não são recomendadas tais técnicas em gestantes ou pacientes com outras doenças oftalmológicas e pacientes em uso de alguns tipos de medicação.

Ainda em estudo, está a aplicação dessa técnica para a correção da presbiopia, popularmente chamada de "vista cansada", que ocorre usualmente entre os 40 e 50 anos de idade.

Nos últimos anos, a cirurgia refrativa tem passado por importantes aperfeiçoamentos e melhoria dos equipamentos de laser para minimizar efeitos indesejados e ter maior controle dos objetivos esperados. Porém, vale ressaltar que está sujeita a complicações de gravidade variada durante e após a intervenção como qualquer outra técnica cirúrgica, pois cortar um tecido humano gera naturalmente resposta de cicatrização para que este tecido seja reparado. Na cirurgia refrativa, em geral, ocorre uma cicatrização normal, sem deixar sequelas.

Em uma pequena parcela de casos pode haver uma reação cicatricial que pode resultar em perda de função visual. A complicação mais comum é a correção em excesso ou então incompleta do erro de refração.

A cirurgia por raio laser tem passado por avanços consecutivos e progressos ininterruptos nos últimos anos, em especial no final dos anos 90, que buscam oferecer uma segurança bastante grande e um número cada vez maior de pessoas são beneficiadas com as cirurgias refrativas em todo o mundo.

No entanto, um estudo pormenorizado de cada caso com o oftalmologista torna-se imprescindível para sanar dúvidas e especialmente poder atuar diante de expectativas realistas e um completo entendimento dos benefícios e riscos dessas intervenções.

 

 

 
    Facoemulsificação

A facoemulsificação é realizada em centro cirúrgico e, na maioria das vezes, sob anestesia local. Trata-se de uma modificação da facectomia extracapsular, pois a catarata, em vez de ser retirada quase por inteiro, é toda fragmentada (emulsificada) em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultra-som e faz, simultaneamente, a emulsificação e retirada, por meio de sucção, dos fragmentos.

Nessa técnica, as incisões podem ser menores do que na facectomia extracapsular, o que visa proporcionar maior conforto e recuperação visual mais precoce. Dependendo do caso, podem ou não ser necessários pontos no olho. O objetivo é deixar a cápsula posterior intacta, porque essa servirá de apoio para a lente intra-ocular que será implantada, situação essa que representa a imensa maioria dos casos de catarata senil.

Em quadros em que a cápsula posterior não fica intacta, o que é bem pouco frequente, a lente também pode ser implantada, ou no mesmo ato cirúrgico ou numa segunda cirurgia, utilizando-se diferentes técnicas e adaptando outros tipos de lente intraocular. Já em casos mais raros não é possível ou não se recomenda o implante da lente intraocular. Todos os casos dependem de avaliação prévia personalizada feita exclusivamente pelo oftalmologista.

 
    Fotocoagulação a laser

A fotocoagulação a laser é utilizada no tratamento de problemas retinianos, de coróide e tumores intra-oculares e deve ter muito critério para ser bem aplicada. Pode ser fotoquímica, que viabiliza a quebra de ligações químicas com formação de novas moléculas e pode ter efeitos tóxicos às células. Na retina, visa determinar o branqueamento da rodopsina. A fotocoagulação térmica acontece quando a luz visível ou o infravermelho é absorvida por tecido pigmentado e, com a elevação da temperatura, tende a proporcionar a desnaturação das proteínas celulares.

Os diferentes tipos de laser têm suas características de cor, intensidade energética e ritmo (pulsátil ou contínuo) conforme a fonte que o gera (líquido, gasoso, cristal, semicondutor etc.). O laser é produzido por um sistema que transmite energia (luminosa ou elétrica) a um meio físico eletricamente excitável que por sua vez seja capaz de transmitir energia amplificada sob a forma de luz. O laser, como de argônio, é bem absorvido pelos pigmentos oculares; o diodo é feito via transescleral, e absorvido pela melanina, por exemplo, e pode ser utilizado para retinopatia da prematuridade. O YAG Laser age por fotodisrupção e é utilizado para a cápsula posterior em casos pós-cirúrgicos de catarata.

A limitação para ser usada é o tamanho da lesão, mas especialmente as lesões tumorais pequenas e médias são passíveis de benefício e tem como objetivo diminuir o suprimento vascular à lesão.

Assim sendo, o laser pode ser aplicado tornando os procedimentos bem menos invasivos ou traumáticos.

 
    Retinopexia

Essa técnica tem como objetivo primário fechar as roturas retinianas e pode ser feita de duas formas: retinopexia pneumática ou retinopexia convencional. A convencional consiste na introflexão da esclera feita com uma faixa ou esponja de silicone e dirigida preferencialmente em descolamento de retina regmatogênico. Já a forma pneumática é mais voltada em casos de roturas localizadas na porção superior do olho. A indicação varia conforme o caso em questão e muitas são as variáveis e condições que predispõem o aparecimento dessas roturas, como a presença de degenerações como distrofia de Lattice, traumas, entre outras cicatrizes retinianas.
   Trabeculectomia

É uma das técnicas cirúrgicas mais indicadas para o glaucoma. O cirurgião usa instrumentos delicados para remover uma parte da esclera (parte branca do olho) próxima da córnea, deixando um pequeno espaço para aumentar o escoamento do humor aquoso e baixar a pressão intraocular. Em casos mais especiais, pode ser indicado implante de válvula ou tubo através de pequena incisão na esclera. Tal procedimento visa regular a pressão intraocular e atua no fluxo de saída do humor aquoso do olho. Isso geralmente é feito em centros cirúrgicos, sob anestesia local e o período de recuperação pode variar de dias até semanas.

Às vezes, reoperações podem ser necessárias precocemente, caso haja complicações. Em outras situações pode ser indicado o uso de medicação específica para a manutenção de pressão intraocular adequada.

 
    Vetrectomia

Essa procedimento cirúrgico é mais utilizado em retinopatia diabética avançada ou em pacientes com visão subnormal. O vítreo, cheio de sangue, é retirado e substituído por uma solução transparente. O objetivo da vitrectomia é impedir mais sangramento, retirando os vasos anormais que provocaram tal sangramento. Se a retina é descolada, pode ser restituída durante a cirurgia da vitrectomia. Normalmente, a cirurgia deve ser feita o quanto antes, porque a distorção macular ou descolamento da retina por tração causará perda de visão permanente. Quando mais tempo a mácula fica distorcida, mais acentuada será a perda de visão. São várias as modalidades dessa técnica cirúrgica, como a tradicional, transconjuntival, posterior e inclusive a enzimática.